quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Pitch Perfect

Título no Brasil: A Escolha Perfeita
Baseado no livro Pitch Perfect: The Quest for Collegiate A Capella Glory, de Mickey Papkin
Ano: 2012
Duração: 112 min
Direção: Jason Moore (One Tree Hill, Dawson's Creek)
Elenco: Anna Kendrick, Brittany Snow, Rebel Wilson, Skylar Astin, Anna Camp, Ben Platt, Adam DeVine, Freddie Stroma, Hana Mae Lee, Alexis Knapp, Ester Dean, John Hickey
Gênero: Comédia, Musical



Eu estava com vontade ver esse filme faz tempo e finalmente consegui, então vou falar um pouquinho dele pra vocês. Pitch Perfect me lembrou bastante a série Glee por ter essa coisa de vários jovens cantando músicas atuais e tudo mais, só que aí entra um detalhe: as músicas cantandas são feitas A Capella, ou seja, sem instrumentos.



Vamos à história: o filme se passa, na maior parte do tempo, em uma faculdade onde Beca (Anna Kendrick) acaba de chegar, só que a garota não se mostra muito animada com a ideia, já que preferia estar em Los Angeles produzindo música. Seu pai (John Hickey), que queria que a filha aproveitasse a experiência de estar na faculdade, faz então uma proposta: se Beca fizesse parte de um dos clubes por um ano e, ainda assim, não gostasse de lá, poderia ir para LA. Bom a personagem principal gosta de música, precisa participar de algum clube e existem uns quatro grupos de canto A Capella que, inclusive, participam de competições... Já ligaram os pontos?



 Essa história de grupos rivais competindo entre si + da novata que chega pra fazer mudanças nas antigas estruturas me fez lembrar daquela sequência de filmes Bring It On. Aliás, Pitch Perfect, na minha opinião, tem aquele jeitão de filme "sessão da tarde" e é bem previsível. Mas se você estiver afim de ver que nem eu estava ou simplesmente não tem outros planos, assista, ué. Posso falar que vale a pena pelas músicas (me surpreendi vendo a Anna Kendrick e a Brittany Snow cantando!) e algumas partes engraçadas. 




 Como eu gosto bastante de musicais, não pude deixar de comparar com outros que eu já assisti: as músicas cantadas não foram feitas para o filme (como em Grease), mas foram usadas músicas mais conhecidas (como em Moulin Rouge e Across The Universe). Até aí tudo bem, só que uma coisa me chamou atenção: exceto pela cena do chuveiro (ali de cima) ninguém canta espontaneamente no meio de uma cena (como em Singin' in the Rain ou nos outros exemplos ali de cima), é mais pra "Tá na hora da competição, vamos cantar!", o que eu não achei tão legal.



Algo que eu fiquei feliz quando vi, foram as referências ao filme Breakfast Club (ou Clube dos Cinco, se preferir). Inclusive, quando as "Barden Bellas" deixaram de cantar a mesma música (que eu não conhecia) pela quarta vez fizeram esse medley aí de cima, incluindo a música Don't You (Forget About Me) - trilha de Breakfast Club - foi bem legal. Só achei uma pena isso não ter acontecido antes (e mais vezes) no filme!

Bom, tá aqui embaixo o trailer do filme pra quem quiser conhecer um pouquinho melhor antes de assistir (:



Cenas preferidas:
Além da cena da última apresentação das meninas (o vídeo ali de cima, do medley!), eu também gostei da cena em que todos os grupos de canto fazem um jogo só entre eles na faculdade mesmo (vou colocar o link aqui embaixo também).




A cena tá cortada, mas se você já gostou do que viu, pode ser que valha a pena ver o filme inteiro de uma vez! (:

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Live-Action Toy Story Project

Já estou de volta aqui! Eu estava planejando assistir a algum DVD pra escrever mais um pouquinho aqui, mas o post de hoje vai ter um rumo um pouquinho diferente. Cá estava eu moscando no Facebook, até que eu vejo uma matéria sobre dois garotos americanos que refilmaram Toy Story (sim, aparentemente, isso é possível). E, é claro, pra fazer um remake da primeira animação feita totalmente por computação gráfica, Jesse Perrotta (21) e Jonason Pauley (19) tiveram muito trabalho. Vou tentar falar um pouquinho aqui sobre a produção desse vídeo.

 (os criadores do projeto distribuíram DVDs na frente da Pixar)

Como eu disse, vou me ater mais aos detalhes da produção e elaboração do vídeo que mais me chamaram a atenção ao invés de ficar dissertando a respeito da história (coisa que todo mundo conhece). 
Enfim, desde a primeira imagem do vídeo já podemos ver a "marca" da dupla, que substituiu aquela "introdução" de todos os desenhos da Disney por uma versão própria (vide foto aqui embaixo).


Prosseguindo, na sequência, quando o filme "começa mesmo", é a hora de sentir aquela nostalgia! Os criadores conseguiram reproduzir com objetos reais toda a atmosfera do filme original, desde o cenário até os brinquedos (que se mexem através de fios ou do uso de stop motion) e pessoas que interpretam os personagens. Uma coisa que eu tinha quase certeza enquanto assistia e fui confirmar quando terminei de ver o vídeo, é que foi usado o áudio original do filme: as trilhas, falas, efeitos... tudo! Além disso, Jesse e Jonason não economizaram nos planos, no decorrer do filme nós podemos tanto apreciar a sua produção cenográfica quanto ter uma noção de realidade maior ainda através do uso de câmera subjetiva. Admito que, embora em algumas partes os dois pecaram um pouco no uso dos efeitos nas imagens, em alguns planos eu até cheguei a ter a impressão de que foram usadas imagens do filme original de tão bem feitos que foram.


Eu fiquei boba mesmo de ver como houve preocupação com cada mínimo detalhe, e aí, como boa aluna de Rádio e TV, parei pra pensar que não é tão fácil arranjar tudo assim tão perfeitinho. Quer dizer, quem tem todos os brinquedos iguais aos do filme + um cachorro idêntico ao do vizinho do Andy + amigos fisicamente semelhantes aos personagens + uma casa parecidíssima com a da animação + um caminhão à sua disposição? Pois é. Então logo depois de assistir eu fui atrás de respostas (eu sabia que algum dia minhas habilidades de stalker me seriam úteis), dei uma fuçada na fanpage do projeto, li várias matérias e entrevistas e dei uma olhada no canal do Youtube pelo qual postaram o vídeo  (jonasonsMovies). Enfim, descobri que os garotos usaram bastante esse canal para boas causas como conseguir locações e falar a respeito do remake para o pessoal da Pixar, e isso teve um resultado muito positivo para eles, porque dessa forma os dois conseguiram muita coisa, inclusive a permissão da Pixar para postarem o vídeo no Youtube que, em dois dias, conseguiu 1,7 milhão de visualizações.



Bom, posso dizer que isso serviu como um incentivo pra mim mesma, é legal ver que quando você quer fazer algo e deixa a preguiça de lado, dá certo se você se esforça e vai atrás pra valer! Então se alguém quiser curtir a fanpage deles no Facebook, é só clicar aqui e, se eu tiver te convencido a assistir, o vídeo tá aqui embaixo! E não quero ver ninguém com preguicinha de assistir, pensem que essa é a etapa do processo que menos dá trabalho, fora que demora só 1 hora e 20 minutos, enquanto os criadores demoraram cerca de 2 ou 3 anos pra concluir o trabalho. 




Cenas preferidas:
- Quando o Buzz e os outros brinquedos se conhecem e ele tenta provar que é capaz de voar.
- Todas as cenas em que aparecem os brinquedos bizarros do vizinho do Andy (Sid). Nem tanto pelas cenas em si, mas porque realmente me chamou a atenção como conseguiram fazer até isso igualzinho ao filme! 

Ruby Sparks

Título no Brasil: Ruby Sparks - A Namorada Perfeita
Ano: 2012
Duração: 104 min
Direção: Jonathan Dayton e Valerie Faris
Elenco: Paul Dano, Zoe Kazan, Annette Bening, Antonio Banderas, Steve Coogan, Eliott Gould, Chris Messina
Gênero: romance, fantasia, comédia, drama 


Ontem eu assisti a esse filme, e enquanto assistia, ia pensando que quando juntasse coragem pra criar o blog, falaria sobre ele. Como a história e as imagens ainda estão fresquinhas na minha cabeça, resolvi não perder tempo e contar um pouquinho dele aqui, então vamos lá.
Vocês se lembram do ator que interpretou aquele adolescente meio "desajustado", irmão da Abigail Breslin no fofíssimo filme Pequena Miss Sunshine? Então, ele cresceu e um dos mais recentes papéis dele foi o de um escritor famoso chamado Calvin Weir-Fields no último filme do casal Jonathan Dayton e Valerie Faris (que também dirigiu Pequena Miss Sunshine).


Calvin tornou-se um escritor muito famoso ainda no colegial por escrever um livro com potencial para se tornar "um clássico do romance americano", e desde que atingiu a fama vivia fugindo das várias mulheres que se interessavam por ele por acreditar que elas estavam apenas interessadas na ideia que criaram a seu respeito. Então, após uma fase de bloqueio criativo, Calvin começa a ver constantemente, além do seu psiquiatra e seu irmão, uma linda mulher ruiva chamada Ruby Sparks. Porém, os dois só se encontram nos sonhos de Calvin, uma vez que ela é mais um produto da imaginação do autor, o que faz com que o protagonista volte a escrever como um modo de continuar com Ruby enquanto estiver acordado. 


Tudo certo até que um dia (depois de pegar no sono na frente da máquina de escrever), Calvin encontra Ruby em pessoa na sua cozinha, não sabe como reagir e depois de dar uma piradinha resolve sair para se encontrar com uma garota "real". O personagem continua perturbado até que percebe que as outras pessoas também podem ver Ruby, o que a torna, de certo modo, uma mulher de verdade. Quando resolve abandonar o ceticismo e aceitar a moça de braços abertos, aí fica tudo lindo - e podemos ver isso em várias cenas bem bonitinhas. Quer dizer, eu já tenho uma quedinha por filmes de romance (não que esse seja necessariamente o gênero do filme em questão, na verdade, eu não consegui classificá-lo), então imaginem só a expectativa assistindo a um filme dirigido por um casal "de verdade" e que os protagonistas também namoram fora do set. Pois é.


Bom, vou tentar dar uma resumida agora tanto pra não ficar longo demais quanto pra não acabar soltando spoilers. 
Ok, tudo lindo, o amor no ar e etc. Eis que depois de um tempo - pasmem- Ruby começa a apresentar alguns defeitos como qualquer mulher normal. Aliás, é algo pra se refletir se o que se tornou "real demais" foi o relacionamento dos dois ou a garota. Tendo o poder de modificar o que bem quiser na namorada através de sua máquina de escrever, Calvin então o faz (pelo bem do seu relacionamento ou puro egoísmo?).


Como os spoilers já estão quase saindo, eu vou me controlar e ir parando por aqui porque, sério, esse é um filme que merece ser visto e eu não quero estragar a experiência de ninguém. Ok, não vou falar que é uma história com mil reviravoltas e ganchos incríveis, na verdade a história pode parecer até meio batida, mas no final das contas eu me surpreendi, pra ser sincera. O filme tem ironia, cenas com truques lindos de iluminação, diálogos marcantes e boas atuações. Aliás, eu achei a interpretação da Zoe Kazan tão cativante que nem percebi que o Antonio Banderas participou do filme!


Fica aqui o trailer do filme e meus últimos comentários. Esse é um filme super leve, divertido e bem gostoso de assistir (terminei de ver ontem pronta pra ver de novo e quase fiz isso hoje enquanto tirava os screenshots!). Enfim, eu indico!

Cenas preferidas: 
- Quando Calvin, após descobrir que Ruby é real, a puxa pelas pernas e sai correndo com ela pendurada no seu ombro.
- Quando os dois brigam enquanto Calvin está a postos na máquina de escrever (vou me conter pra não dar maiores detalhes e acabar contando o que não devo).



P.s. Só eu achei irônico que a Zoe Kazan, além de interpretar a Ruby, foi a roteirista do filme?

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Primeiro oizinho do blog

Bom, não podendo escapar do clichê, a primeira postagem do blog vai funcionar como uma apresentação dessa que vos escreve e uma introdução do(s) tema(s) que eu pretendo abordar aqui. 
Meu nome é Ísis F Guaratto, mas quase ninguém me conhece por esse segundo nome, então vamos combinar que aqui eu só vou continuar usando o primeiro e o terceiro mesmo. Enfim, agora (em 2013) eu estou indo pro segundo ano de faculdade e, no caso, eu estudo Rádio e TV na Faculdade Cásper Líbero. Essa faculdade e esse curso foram duas das melhores escolhas que eu fiz no começo do ano passado, que foi um período de muita mudança na minha vida em todos os aspectos. 
Desde antes de começar a faculdade eu adorava assistir filmes e até comprava um ou outro DVD que me chamava a atenção, aí foi só começar o meu curso que eu me apaixonei por uma matéria chamada "Elementos da Linguagem Audiovisual (Cinema)", era a única que eu fazia questão de sentar lá na frente e prestar atenção do começo ao fim. Bom, o primeiro ano do meu curso (que tem a grade anual) acabou e, portanto, eu não vou ter mais as minhas adoradas aulas de Cinema. Eis que esses dias, conversando com duas das minhas amigas lindas e amadas, elas me sugeriram que eu criasse um blog pra falar sobre filmes, algo que eu já tinha pensado em fazer antes, mas ainda faltava um incentivo. Até aí tudo bem, eu estava quase convencida, mas apareceu um probleminha que eu costumo ter: dar um título ao tal blog. Fiquei pensando nisso por alguns dias até que hoje (enquanto refletia durante o banho) me veio esse nome na cabeça: Sétima Arte em Primeiro Lugar. 
Agora eu explico o porquê: todos sabem que o Cinema foi numerado como a "sétima arte" no "Manifesto das Sete Artes", certo? Então, essa maravilha ficou atrás da Música, Dança, Pintura, Escultura, Teatro e Literatura segundo essa classificação feita em 1912, mas aqui no meu blog, por mais que eu aprecie e também possa falar a respeito de todas essas outras manifestações, o Cinema vai estar sempre em primeiro lugar! <3
Acho que consegui falar mais ou menos resumidamente sobre os principais tópicos que eu queria nessa primeira postagem, logo logo eu apareço aqui de novo pra falar sobre algum filme!